Depois da tempestade, finalmente dias de calmaria. E o sol, aos poucos volta a brilhar...
"Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores". (Lya Luft)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Pitangolango – mambo – tango para Burle Marx

Cansado de sol
Cansado de chuva
Sem cheiro de florCansado de chuva
Sem cheiro de uva
Vivo em pecado
Eu vivo a cantar
Sem culpa
Antonio Carlos Borges
Rio de Janeiro - 2009
Itaipuaçu - 07/04/2010
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Areia e pó
Estou aqui
Como quem borda as margens de um furo
Como as bordadeiras com seus bilros
Empunho a pena e esfrego a folha
As crianças:
__Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá...
O bar frente ao cais
O Caju
A cachaça
O feijão-com-tocinho na panela-de-pressão
O rapaz ao lado seu
O seu olhar
O meu
O ator e areia
A eira
A era
A hora
O ato
O rato
A rota
A tora
O toro
A torre
A beira
Que vazio é esse que há dentro da gente
que não enche nunca?
Antonio Carlos Borges
Mandacaru – MA – 2009
Itaipuaçu – 07/04/2010
Carne e espeto

Sinto cheiro de carne queimando
É carne humana
Facas afiadas na fala
É carne humana
É cheiro de carne sem carne
É furo de espeto sem ferro
É furo de bala
É fala
Anotonio Carlos Borges
Niterói - 23/03/2010
Itaipuaçu - 06/04/2010
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